Luta nos <i>CTT</i> vai continuar
Caso a administração persista em manter as discriminações e não negociar aumentos salariais para este ano e para todos, e caso mantenha o ataque ao Acordo de Empresa, em vez de abrir negociações sobre eventuais alterações, «a luta vai continuar, seguindo o calendário aprovado em Fevereiro» - avisa o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações.
No comunicado que emitiu segunda-feira, dando conta de uma adesão de 65,3 por cento à greve realizada nesse dia, o SNTCT/CGTP-IN admite mesmo que as formas de luta possam vir a endurecer. «A administração e o senhor ministro dos Transportes e Comunicações devem ter em atenção que o buraco em que se meteram, ao tomarem a decisão política de assinar um acordo com quem apenas representava um quarto dos trabalhadores, vai levar a uma situação de conflitualidade laboral sem precedentes nos CTT, para além do recurso aos tribunais e a organismo nacionais e internacionais», alerta o sindicato. Para «arrepiar caminho» e evitar tal desfecho, «é preciso respeitar o direito à contratação colectiva, o princípio da representatividade sindical e o direito à igualdade de tratamento».
No turno da noite, nas centrais de correio e nos tranportes, a adesão foi de 77 por cento, referia um comunicado distribuído às primeiras horas deste que foi o quinto dia de greve este ano nos Correios.
O SNTCT, que convocou a greve de dia 9, com o apoio de outros quatro sindicatos, salientou que, «apesar da imposição de serviços mínimos, das ameaças a quem fizesse greve, das falsas promessas a quem não aderisse à greve e do dinheiro que a administração gastou» para desmobilizar a greve, os trabalhadores «mais uma vez, demonstraram que "não vão em cantigas", querem os seus direitos e não querem a discriminação salarial».
A administração assinou, em meados de Março, um «novo AE» com nove estruturas sindicais minoritárias, as quais representam, no total, cerca de 3500 dos 14 mil trabalhadores dos CTT. O texto é altamente gravoso e, além de perdas em matérias como a organização dos horários e o trabalho suplementar, a progressão salarial, as deslocações e transferências em serviço, as funções profissionais e as diuturnidades, admite expressamente a sua própria caducidade ao fim de dois anos. Para obterem a «adesão individual» a este «novo AE», os CTT decidiram recompensá-la com um prémio de 400 euros e uma actualização salarial de 2,8 por cento (excluindo desta uma grande parte dos trabalhadores).
Para o SNTCT, a quem não é associado das organizações subscritoras do «novo AE» aplica-se o Acordo de Empresa negociado em 2006. A «adesão individual» é «ilegal e nula» e os aumentos salariais de 2008 têm que ser aplicados por igual a todos os trabalhadores, seja no valor já decidido, seja num valor superior que venha a ser acordado com quem representa a maioria dos funcionários.
No comunicado que emitiu segunda-feira, dando conta de uma adesão de 65,3 por cento à greve realizada nesse dia, o SNTCT/CGTP-IN admite mesmo que as formas de luta possam vir a endurecer. «A administração e o senhor ministro dos Transportes e Comunicações devem ter em atenção que o buraco em que se meteram, ao tomarem a decisão política de assinar um acordo com quem apenas representava um quarto dos trabalhadores, vai levar a uma situação de conflitualidade laboral sem precedentes nos CTT, para além do recurso aos tribunais e a organismo nacionais e internacionais», alerta o sindicato. Para «arrepiar caminho» e evitar tal desfecho, «é preciso respeitar o direito à contratação colectiva, o princípio da representatividade sindical e o direito à igualdade de tratamento».
No turno da noite, nas centrais de correio e nos tranportes, a adesão foi de 77 por cento, referia um comunicado distribuído às primeiras horas deste que foi o quinto dia de greve este ano nos Correios.
O SNTCT, que convocou a greve de dia 9, com o apoio de outros quatro sindicatos, salientou que, «apesar da imposição de serviços mínimos, das ameaças a quem fizesse greve, das falsas promessas a quem não aderisse à greve e do dinheiro que a administração gastou» para desmobilizar a greve, os trabalhadores «mais uma vez, demonstraram que "não vão em cantigas", querem os seus direitos e não querem a discriminação salarial».
A administração assinou, em meados de Março, um «novo AE» com nove estruturas sindicais minoritárias, as quais representam, no total, cerca de 3500 dos 14 mil trabalhadores dos CTT. O texto é altamente gravoso e, além de perdas em matérias como a organização dos horários e o trabalho suplementar, a progressão salarial, as deslocações e transferências em serviço, as funções profissionais e as diuturnidades, admite expressamente a sua própria caducidade ao fim de dois anos. Para obterem a «adesão individual» a este «novo AE», os CTT decidiram recompensá-la com um prémio de 400 euros e uma actualização salarial de 2,8 por cento (excluindo desta uma grande parte dos trabalhadores).
Para o SNTCT, a quem não é associado das organizações subscritoras do «novo AE» aplica-se o Acordo de Empresa negociado em 2006. A «adesão individual» é «ilegal e nula» e os aumentos salariais de 2008 têm que ser aplicados por igual a todos os trabalhadores, seja no valor já decidido, seja num valor superior que venha a ser acordado com quem representa a maioria dos funcionários.